Felicidade. Enfim.
segunda-feira, 2 de maio de 2022
terça-feira, 30 de maio de 2017
Melissa
70 hoje.
Mas não enxerguei nada além da sobra do teu brilho amarelado em meus olhos cerrados.
9 anos no escuro.
Vou ver tuas flores crescendo em jardins de um lugar que desconheço.
Escutando o som leve da tua voz que luto com a memória para não apagar.
Obrigada pelos chás.
Mas não enxerguei nada além da sobra do teu brilho amarelado em meus olhos cerrados.
9 anos no escuro.
Vou ver tuas flores crescendo em jardins de um lugar que desconheço.
Escutando o som leve da tua voz que luto com a memória para não apagar.
Obrigada pelos chás.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Esse som salvou a minha vida
Eu
quero começar deixando você saber que, por sua causa, minha vida tem um sentido.
Você
me ajudou a ser quem eu sou hoje.
Eu
me vejo em cada palavra que você diz.
Você
é minha saída quando eu estou presa nessa cidade pequena.
Você
me faz saber como ninguém que está tudo bem em ser eu mesma.
Quebrada.
Asfixiada.
Perdida.
Sangrando.
Parando de acreditar.
Pensando ter morrido.
Você nunca saberá o que isso significa pra mim.
Que eu não estou sozinha, que eu nunca terei de estar.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Aceite as impermanências
Com caráter.
Com leveza.
Com toda a beleza que ainda tens, mas que perdestes na dor.
Tenha bondade no olhar, seja gentil com as palavras.
Não minta.
Por favor, eu imploro.
Não minta.
Aceite que as amarras estão soltas e, para o futuro, livre-se dos nós.
Eu continuarei a plantar girassóis, escutar canções agitadas, chorar ao ver filhotes.
Não mude a essência.
Mas mude.
Aceite as impermanências.
Com leveza.
Com toda a beleza que ainda tens, mas que perdestes na dor.
Tenha bondade no olhar, seja gentil com as palavras.
Não minta.
Por favor, eu imploro.
Não minta.
Aceite que as amarras estão soltas e, para o futuro, livre-se dos nós.
Eu continuarei a plantar girassóis, escutar canções agitadas, chorar ao ver filhotes.
Não mude a essência.
Mas mude.
Aceite as impermanências.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
"- Vê-la - continuou ele - entre aqueles que não poderiam querer o meu bem; ver seu primo a seu lado, conversando e sorrindo, e perceber toda a terrível conveniência e interesse de tal união! Considerar ser esse o inequívoco desejo de todos aqueles que pudessem ter esperanças de influenciá-la! Mesmo que seus próprios sentimentos fossem relutantes ou indiferentes, considerar como seriam poderosos os votos a favor dele! Já não era suficiente, para mim, estar fazendo papel de tolo? Como eu poderia presenciar tudo aquilo sem agonia? Já não era a própria visão da amiga sentada às suas costas a lembrança do que acontecera, o conhecimento da influência dela, a indelével, irremovível impressão do que a persuasão já conseguira... já não estava tudo contra mim?"
terça-feira, 5 de maio de 2015
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Tá aí quem se prendia em diferentes costas por não saber andar. Logrando. E nem poderia andar. Sabe-se lá o que o solo traria de novo. Assusta. Vai que derrete os pés? Infelizmente, derreteu o ego só. Felizmente, aqui, ergue-se a coluna, larga-se o peso dos outros e segue-se os trilhos do trem.
Por vez, nunca tive problemas em tocar o chão.
Por vez, nunca tive problemas em tocar o chão.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Mas mesmo que ela vá embora e não deixe mais recados na parede do teu quarto, vai ser amor.
Nas madrugadas inseguras onde paixão, medo e tolice se juntam numa coisa só.
Vai ser amor daqui à lua.
Vai ser amor quando ninguém estiver olhando.
Em seus olhos ficarão guardados os segredos, os sorrisos, os “E se...” de um ontem distante.
Em suas mãos restarão os carinhos, as verdades, os abrigos.
Nas madrugadas inseguras onde paixão, medo e tolice se juntam numa coisa só.
Vai ser amor daqui à lua.
Vai ser amor quando ninguém estiver olhando.
Em seus olhos ficarão guardados os segredos, os sorrisos, os “E se...” de um ontem distante.
Em suas mãos restarão os carinhos, as verdades, os abrigos.
Mas, enquanto ela acena, o mundo vai ficando mais bonito. Lá do alto.
Onde a brisa é suave e todo coração é balão solto no ar.
Onde a brisa é suave e todo coração é balão solto no ar.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Ela caminhou um pouco pela casa vazia e silenciosa, liberta ao desfilar sem roupas. Soltou os cabelos longos, ligou o som. Kashmir tocava a um volume descomunal enquanto ela admirava as curvas e as marcas de seu corpo desnudo em frente ao espelho. Alguns novos roxos, algumas velhas cicatrizes. No rosto um semblante desesperador, como se não existisse voz para um grito.
Cansou-se das sombras da visão e dirigiu-se à cozinha. Seu café já devia estar pronto.
Ao esperar que ele não lhe queimasse mais os lábios, sentou-se, desenhando círculos às palavras mal acabadas de um texto qualquer, em uma folha qualquer. Desenhou uma cabana e um lago. Começou a desenhar uma face, mas inquietou-se com o local.
Sem se importar com o fato de que já era meia noite e meia e de que se encontrava na mais pura solidão, saiu, deixando a bebida amarga esfriando sobre a mesa.
Vestida com um shorts jeans e a camiseta desbotada de uma banda antiga do colegial, primeiras peças à vista, acompanhou o ritmo das nuvens que tentavam encobrir o brilho da lua.
Subiu a rua, dobrou à direita. Normalmente teria ido para o outro lado, mas a noite lhe indicara o acaso.
Sem dinheiro, sem telefone. Sem vontade de se comunicar com aquilo que pudesse palavrear. Abominava a ideia de que teria de aturar vozes. Não conseguia cultivar antipatia nem mesmo aos mais falsos seres do convívio.
Cruzou o parque e não avistou ninguém além das árvores. Chegou na avenida principal e deu olá somente ao vento. As luzes dos postes brilhavam intensamente na rua deserta.
Caminhou mais alguns metros e enxergou fumaça. Correu em direção a ela, mas não havia nada lá.
Ao lado da sorveteria encontrou um jornal atirado ao degrau. O juntou, era da semana passada.
Por horas vagou naquela cidade abandonada. Procurando se encontrar, procurando saber se só ela estava acordada. “Poderia ter vindo sem roupas”, dizia sua mente transtornada. Mas sorria por não ter ninguém ali.
Bem, voltou pela estrada do parque. A cena estava igual a de antes. O vazio, as árvores.
Chegando em casa, somente o som do silêncio.
Ela nem lembra como, mas deitou-se na cama e mergulhou profundamente nos sonhos.
Lá fora ainda era escuro quando, num solavanco, despertou. Talvez tivesse dormido demais, talvez de menos.
Acordou exausta, como quem correra milhas. Com os olhos meio cerrados, encontrou a pia e encheu um copo com água. Ao virar-se, fitou a direção da mesa central.
Um corpo nu, gélido, jazia sobre palavras mal acabadas de um texto qualquer, em uma folha qualquer. Ao lado, uma bebida amarga fria e uma melodia que entrava contígua com o sol, batendo de leve em cima da cena azul.
Cansou-se das sombras da visão e dirigiu-se à cozinha. Seu café já devia estar pronto.
Ao esperar que ele não lhe queimasse mais os lábios, sentou-se, desenhando círculos às palavras mal acabadas de um texto qualquer, em uma folha qualquer. Desenhou uma cabana e um lago. Começou a desenhar uma face, mas inquietou-se com o local.
Sem se importar com o fato de que já era meia noite e meia e de que se encontrava na mais pura solidão, saiu, deixando a bebida amarga esfriando sobre a mesa.
Vestida com um shorts jeans e a camiseta desbotada de uma banda antiga do colegial, primeiras peças à vista, acompanhou o ritmo das nuvens que tentavam encobrir o brilho da lua.
Subiu a rua, dobrou à direita. Normalmente teria ido para o outro lado, mas a noite lhe indicara o acaso.
Sem dinheiro, sem telefone. Sem vontade de se comunicar com aquilo que pudesse palavrear. Abominava a ideia de que teria de aturar vozes. Não conseguia cultivar antipatia nem mesmo aos mais falsos seres do convívio.
Cruzou o parque e não avistou ninguém além das árvores. Chegou na avenida principal e deu olá somente ao vento. As luzes dos postes brilhavam intensamente na rua deserta.
Caminhou mais alguns metros e enxergou fumaça. Correu em direção a ela, mas não havia nada lá.
Ao lado da sorveteria encontrou um jornal atirado ao degrau. O juntou, era da semana passada.
Por horas vagou naquela cidade abandonada. Procurando se encontrar, procurando saber se só ela estava acordada. “Poderia ter vindo sem roupas”, dizia sua mente transtornada. Mas sorria por não ter ninguém ali.
Bem, voltou pela estrada do parque. A cena estava igual a de antes. O vazio, as árvores.
Chegando em casa, somente o som do silêncio.
Ela nem lembra como, mas deitou-se na cama e mergulhou profundamente nos sonhos.
Lá fora ainda era escuro quando, num solavanco, despertou. Talvez tivesse dormido demais, talvez de menos.
Acordou exausta, como quem correra milhas. Com os olhos meio cerrados, encontrou a pia e encheu um copo com água. Ao virar-se, fitou a direção da mesa central.
Um corpo nu, gélido, jazia sobre palavras mal acabadas de um texto qualquer, em uma folha qualquer. Ao lado, uma bebida amarga fria e uma melodia que entrava contígua com o sol, batendo de leve em cima da cena azul.
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