quinta-feira, 27 de abril de 2017

Esse som salvou a minha vida

Eu quero começar deixando você saber que, por sua causa, minha vida tem um sentido.
Você me ajudou a ser quem eu sou hoje.
Eu me vejo em cada palavra que você diz.

Você é minha saída quando eu estou presa nessa cidade pequena.
Você me faz saber como ninguém que está tudo bem em ser eu mesma.

Quebrada.
Asfixiada.
Perdida.
Sangrando.
Parando de acreditar.
Pensando ter morrido.

Você nunca saberá o que isso significa pra mim.
Que eu não estou sozinha, que eu nunca terei de estar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aceite as impermanências

Com caráter.
Com leveza.
Com toda a beleza que ainda tens, mas que perdestes na dor.

Tenha bondade no olhar, seja gentil com as palavras.
Não minta.
Por favor, eu imploro.
Não minta.

Aceite que as amarras estão soltas e, para o futuro, livre-se dos nós.

Eu continuarei a plantar girassóis, escutar canções agitadas, chorar ao ver filhotes.

Não mude a essência.
Mas mude.

Aceite as impermanências.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

"- Vê-la - continuou ele - entre aqueles que não poderiam querer o meu bem; ver seu primo a seu lado, conversando e sorrindo, e perceber toda a terrível conveniência e interesse de tal união! Considerar ser esse o inequívoco desejo de todos aqueles que pudessem ter esperanças de influenciá-la! Mesmo que seus próprios sentimentos fossem relutantes ou indiferentes, considerar como seriam poderosos os votos a favor dele! Já não era suficiente, para mim, estar fazendo papel de tolo? Como eu poderia presenciar tudo aquilo sem agonia? Já não era a própria visão da amiga sentada às suas costas a lembrança do que acontecera, o conhecimento da influência dela, a indelével, irremovível impressão do que a persuasão já conseguira... já não estava tudo contra mim?"

terça-feira, 5 de maio de 2015

Voltou. Passou no portão, entrou na casa, largou a mochila e a mala no meio da sala. Deitou no sofá e adormeceu. Sonhou que era domingo e que andava de trem. Pegou o celular e respondeu a mensagem “E se eu voltasse?”.


Acordou e já era tarde.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Quando subimos as escadas eu já não podia ver a lua. Antes de nós, ela resolveu dormir. Chegamos a salvo, mas, naquele instante, soube que algo em mim morria.
Tá aí quem se prendia em diferentes costas por não saber andar. Logrando. E nem poderia andar. Sabe-se lá o que o solo traria de novo. Assusta. Vai que derrete os pés? Infelizmente, derreteu o ego só. Felizmente, aqui, ergue-se a coluna, larga-se o peso dos outros e segue-se os trilhos do trem.

Por vez, nunca tive problemas em tocar o chão.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013